O ASO em formato de dado
O evento S-2220 registra no eSocial cada exame médico ocupacional realizado: o tipo de exame, a data, a conclusão sobre a aptidão, os exames complementares feitos e os médicos envolvidos, inclusive o responsável pelo PCMSO. Em outras palavras, é a versão digital do ASO, vinculada ao CPF e à matrícula do colaborador.
Esse evento permite que a fiscalização veja, sem visitar a empresa, se os exames periódicos estão acontecendo e se os complementares batem com os riscos informados no S-2240.
Quando um S-2220 é gerado
A regra é simples: houve exame ocupacional com ASO, há evento. Isso inclui:
- Admissional, antes do início das atividades.
- Periódico, na frequência que o PCMSO define para cada função.
- Retorno ao trabalho, mudança de risco e demissional.
- Exames complementares realizados dentro do monitoramento, como audiometrias de acompanhamento.
O prazo de envio do S-2220 segue o Manual de Orientação do eSocial vigente. No caso do admissional, o evento depende do cadastro do trabalhador já enviado pelo departamento pessoal.
Dependências com outros eventos
O S-2220 não anda sozinho. Ele precisa que o vínculo do trabalhador já exista no eSocial, o que depende do evento de admissão enviado pela folha. Por isso a comunicação entre o departamento pessoal e quem envia os eventos de SST precisa ser rotineira, principalmente em admissões e desligamentos.
Também há uma relação técnica com o S-2240. Se o evento ambiental informa exposição a ruído, a fiscalização espera ver audiometrias no histórico de S-2220 daquele trabalhador. Se informa poeiras minerais, espera exames compatíveis com esse risco. Quando um lado diz uma coisa e o outro diz outra, a empresa fica exposta, mesmo que todos os exames tenham sido feitos.
Por isso a MT9 trata os dois eventos como partes do mesmo retrato: o que o PGR e o LTCAT apontam como risco deve aparecer, de forma coerente, no monitoramento médico previsto no PCMSO e informado ao eSocial.
Onde costumam surgir os erros
| Erro frequente | Consequência |
|---|---|
| Matrícula diferente da usada na folha | Evento rejeitado ou vinculado ao registro errado. |
| Exame complementar sem código correto | Informação que não corresponde ao exame realizado. |
| Médico do PCMSO não informado | Evento incompleto e difícil de defender numa auditoria. |
| Periódico feito, mas nunca transmitido | Para o governo, o exame simplesmente não existiu. |
A rotina com a MT9
- Exame realizadoO colaborador faz o exame clínico e os complementares definidos no PCMSO.
- Conferência cadastralCPF, matrícula e categoria do trabalhador são confrontados com o cadastro enviado pelo DP.
- Montagem do eventoTipo de exame, complementares, conclusão e responsáveis técnicos entram no leiaute.
- Transmissão e conferênciaO recibo é guardado e eventuais ocorrências são tratadas antes de virarem pendência.
O que muda para o RH
- Fim da redigitação: o exame feito na clínica já gera o dado do evento.
- Visão dos pendentes: o RH sabe quem está com periódico atrasado antes que isso apareça em cruzamento.
- Coerência com os riscos: os complementares enviados combinam com o que consta no S-2240.
- Arquivo organizado: ASO, resultados e recibo do evento ficam juntos para cada colaborador.
Para empresas que já fazem os exames em outra clínica e só precisam do envio, a MT9 também pode assumir a transmissão. Nesse caso, a conferência dos documentos recebidos é ainda mais importante, porque ASOs incompletos ou sem a identificação dos complementares impedem a montagem correta do evento.
Empresas com admissões em volume ganham mais com essa integração: o mesmo agendamento resolve o exame, o ASO e o evento. Fale com o comercial da MT9.