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PCA – Programa de Conservação Auditiva em Goiânia

A perda auditiva causada pelo ruído é silenciosa, progressiva e irreversível. O PCA da MT9 junta medição, controle, protetores e audiometrias num só programa, com registros que mostram o que a empresa fez para proteger a audição da equipe.

Ruído é um risco que se gerencia, não só se mede

Uma medição de ruído mostra o tamanho do problema. Mas o que protege a audição é o que vem depois: reduzir o ruído na fonte quando possível, escolher bem o protetor, garantir que ele seja usado e acompanhar a audição de quem está exposto. O Programa de Conservação Auditiva é a peça que amarra tudo isso.

Para a empresa, o PCA também é defesa. Em discussões sobre perda auditiva, pesa muito ter um histórico organizado de medições, entregas de protetor, treinamentos e audiometrias comparadas ao longo dos anos.

Os cinco pilares do programa

  • Avaliação da exposição: medições do ruído por função ou grupo de exposição, com metodologia reconhecida.
  • Medidas de controle: enclausuramento, manutenção de equipamentos, rodízio e outras soluções coletivas.
  • Protetores auditivos: seleção pelo tipo de ruído e pelo conforto, com registro de entrega e troca.
  • Educação e treinamento: como colocar o protetor, por que usar o tempo todo e como cuidar dele.
  • Acompanhamento audiométrico: audiometrias conforme o PCMSO, com análise da evolução de cada pessoa e do grupo.

Quem deve ter PCA

Empresas com setores ruidosos em que a avaliação do PGR indica exposição relevante: indústrias, marcenarias, gráficas, frigoríficos, construção civil, oficinas, centrais de ar comprimido, áreas de geradores e compressores. Os critérios de exposição e de nível de ação seguem a norma vigente e as normas técnicas da Fundacentro.

Setores com exposição próxima dos limites também se beneficiam do programa, porque a perda auditiva induzida por ruído se acumula ao longo dos anos de trabalho e raramente é percebida pela própria pessoa no início.

Implantação passo a passo

  1. DiagnósticoLeitura do PGR, das medições existentes e das audiometrias já realizadas.
  2. Medições complementaresAvaliação dos setores sem dados ou com dados antigos.
  3. Plano de controleMedidas coletivas e administrativas, com responsáveis definidos.
  4. Protetores e treinamentoDefinição dos modelos adequados e capacitação das equipes expostas.
  5. Análise periódicaRevisão dos resultados audiométricos em grupo para ver se o programa funciona.

Documentos e indicadores entregues

EntregaUso na empresa
Documento-base do PCADefine responsabilidades, rotinas e critérios do programa.
Mapa de exposição ao ruídoMostra quais setores e funções estão no programa.
Registros de treinamento e de EPIComprovam orientação e entrega dos protetores.
Relatório audiométrico do grupoAponta tendências e setores que pedem atenção.

Erros comuns em empresas sem programa estruturado

  • Protetor auricular único para a fábrica inteira, sem considerar o ruído e o conforto de cada função.
  • Audiometrias feitas, mas nunca comparadas com o exame de referência da admissão.
  • Medições de ruído antigas, que não refletem as máquinas e o layout atuais.
  • Treinamento dado uma vez na admissão e nunca mais reforçado.
  • Fichas de entrega de protetor sem registro de trocas e reposições.

Cada um desses pontos enfraquece a defesa da empresa e, principalmente, deixa o trabalhador desprotegido. O PCA corrige isso com rotinas simples e responsáveis definidos.

A vantagem de ter exame e programa no mesmo lugar

Na MT9, as audiometrias são feitas dentro do PCMSO e analisadas pelo mesmo time que cuida do PCA. Quando um resultado muda, a investigação começa no próprio posto de trabalho, com nova medição se necessário. A entrega de protetores pode ser controlada pela gestão de EPI, fechando o ciclo de evidências.

Sem medição recente do ruído, o PCA começa pelo laudo de agentes físicos. É ele que define quem entra no programa.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Não encontrou sua dúvida? Fale com a equipe.

Entregar protetor auricular já basta?

Não. Sem treinamento, escolha adequada do protetor, fiscalização do uso e acompanhamento audiométrico, a empresa não consegue demonstrar que o protetor de fato reduz a exposição.

O PCA é obrigatório?

A legislação exige que a empresa controle a exposição ao ruído e acompanhe a audição dos expostos pelo PCMSO. O PCA é a forma organizada de cumprir essas exigências e reunir as evidências num só lugar.

O que acontece quando uma audiometria mostra piora?

O médico do PCMSO avalia o caso, e o PCA orienta a revisão: reavaliação do ruído no posto, checagem do protetor, reforço do treinamento e, se for o caso, mudança de função.

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