Pular para o conteúdo
Saúde e Segurança do Trabalho para empresas · Goiânia e região metropolitana (62) 3661-0052 · [email protected]
MT9Medicina do TrabalhoSaúde e Segurança Ocupacional

Como elaborar o PGR da NR-1 na sua empresa?

O PGR é o documento que mostra como a empresa identifica, avalia e controla os riscos do trabalho. Veja as etapas, o que a fiscalização costuma olhar e como manter o programa vivo.

Publicado em 14/10/2026 · 4 min de leitura

O que o PGR precisa entregar

O Programa de Gerenciamento de Riscos materializa o gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO) previsto na NR-1. Na prática, ele é formado por dois documentos centrais: o inventário de riscos, que registra os perigos e avalia cada risco, e o plano de ação, que diz o que a empresa vai fazer, quem é responsável e como será acompanhado.

Diferente do antigo PPRA, o PGR não se limita a agentes ambientais. Ele inclui riscos de acidentes, fatores ergonômicos e, conforme a NR-1, também os fatores psicossociais relacionados ao trabalho.

Um PGR bom não é o mais grosso. É o que reflete a realidade da empresa e tem um plano de ação que está, de fato, sendo cumprido.

Antes de começar: o que reunir

Um levantamento bem preparado economiza visitas e retrabalho. Separe:

  • Estrutura da empresa: unidades, setores, layout e turnos de trabalho.
  • Funções e atividades: lista de cargos com descrição real das tarefas, não só a do contrato.
  • Máquinas e produtos: equipamentos, ferramentas e fichas de dados de segurança dos produtos químicos.
  • Histórico: acidentes, CATs, afastamentos, reclamações e inspeções anteriores.
  • Documentos existentes: PPRA antigo, laudos, LTCAT, PCMSO e treinamentos realizados.

As etapas da elaboração

  1. Identificação de perigosVisita aos setores, conversa com os trabalhadores e observação da rotina para listar o que pode causar dano.
  2. Avaliação dos riscosPara cada perigo, estima-se a severidade e a probabilidade, considerando as medidas de controle que já existem.
  3. Classificação e priorizaçãoA matriz de risco define o que precisa de ação imediata e o que pode seguir um cronograma.
  4. Plano de açãoMedidas de prevenção com responsável, data prevista e forma de verificação.
  5. Integração com o PCMSOO inventário segue para o médico responsável definir os exames por função.
  6. Implementação e acompanhamentoAs ações saem do papel e são registradas, com evidências.

Quando a avaliação de um agente exige medição, como ruído ou calor, entram as avaliações quantitativas. Para tarefas específicas e não rotineiras, a APR complementa o programa.

Como fica o inventário na prática

O inventário costuma ser organizado por setor ou por grupo de funções com exposições semelhantes. Para cada perigo, registra-se a fonte, as possíveis lesões ou agravos, as medidas já existentes, o resultado da avaliação e a classificação do risco. Pense numa marcenaria: a serra circular aparece como perigo de corte, o pó de madeira como agente químico, o ruído como agente físico e o carregamento de chapas como fator ergonômico. Cada um ganha sua linha, com a respectiva avaliação.

Esse nível de detalhe é o que permite ao médico do PCMSO escolher os exames, ao técnico planejar os treinamentos e ao gestor priorizar investimentos. Um inventário vago, com frases genéricas, não permite nada disso.

A ordem das medidas de prevenção

A NR-1 estabelece uma hierarquia. O EPI é importante, mas vem depois de outras soluções:

PrioridadeTipo de medidaExemplo
1Eliminar ou substituir o perigoTrocar um solvente por produto menos tóxico
2Proteção coletiva e engenhariaEnclausurar uma máquina ruidosa, instalar exaustão
3Medidas administrativasRodízio de tarefas, procedimentos, sinalização, treinamento
4Equipamento de proteção individualProtetor auricular, respirador, luvas

Um plano de ação com apenas "fornecer EPI" em todas as linhas é um sinal de alerta para qualquer auditor.

Riscos psicossociais e participação dos trabalhadores

A NR-1 inclui os fatores psicossociais no gerenciamento de riscos. Isso significa olhar para sobrecarga, metas, conflitos, assédio e organização do trabalho com o mesmo método usado para os demais riscos. A avaliação de riscos psicossociais traz dados para essa parte do inventário.

A norma também valoriza a participação dos trabalhadores. Ouvir quem está no posto revela riscos que não aparecem numa visita rápida e aumenta a adesão às medidas. A CIPA, quando existe, é um canal natural para essa consulta.

Manter o PGR vivo depois de pronto

O PGR precisa ser revisto periodicamente, conforme a norma vigente, e também sempre que algo relevante mudar. São gatilhos típicos:

  • Nova máquina, novo processo ou novo produto químico.
  • Abertura de filial, ampliação ou mudança de layout.
  • Acidente ou doença relacionada ao trabalho.
  • Resultado de exames do PCMSO que indique exposição.
  • Medidas do plano de ação concluídas, que alteram o nível de risco.

Também vale lembrar das empresas que recebem prestadores de serviço. A NR-1 prevê que contratante e contratada troquem informações sobre os riscos, para que o terceirizado conheça os perigos do local onde vai trabalhar e a contratante saiba quais riscos a atividade dele traz. Esse alinhamento deve aparecer nos programas das duas partes.

Para empresas sem equipe interna de SST, o maior desafio não é elaborar o programa, e sim acompanhar o plano de ação. Um calendário com responsáveis e evidências resolve boa parte disso.

Documentos que andam junto com o PGR

O PGR é o centro de um conjunto maior. Dele saem informações para o PCMSO, para o LTCAT, para os laudos de insalubridade e periculosidade, para a programação de treinamentos e para o evento S-2240 do eSocial. Por isso, sempre que o programa for revisado, confira se esses documentos também precisam de ajuste. Manter tudo na mesma base evita contradições, que são um dos pontos mais explorados em fiscalizações e perícias.

Elabore o PGR com a MT9

A MT9 elabora o PGR com visita técnica, inventário de riscos, plano de ação e integração ao PCMSO, e acompanha a execução com a sua equipe. Peça uma proposta pelo WhatsApp (62) 3661-0052 ou pelo e-mail [email protected].

Dúvidas

Perguntas frequentes

Não encontrou sua dúvida? Fale com a equipe.

PGR e PPRA são a mesma coisa?

Não. O PGR substituiu o PPRA e é mais amplo: além dos agentes físicos, químicos e biológicos, considera riscos de acidentes, ergonômicos e os fatores psicossociais, dentro do gerenciamento de riscos ocupacionais da NR-1.

A empresa pode fazer o próprio PGR?

A NR-1 não exige um profissional específico para todas as situações, mas o programa precisa ter qualidade técnica. Em atividades com riscos relevantes, o apoio de profissionais de SST evita falhas no inventário e no plano de ação.

Propriedade rural usa o PGR da NR-1?

No trabalho rural, a referência é a NR-31, que prevê o PGRTR. A lógica de identificar riscos e planejar ações é parecida, mas o documento segue as regras próprias da norma rural.

Sua empresa está em dia com a SST?

Fale com a equipe comercial da MT9 e receba uma proposta para a sua realidade.