Quando o dente precisa ser restaurado
O dente perde estrutura principalmente por três motivos: cárie, fratura e desgaste. Em todos eles, deixar o problema sem tratamento costuma fazer a perda aumentar. Uma cárie pequena pode avançar até a polpa e exigir um tratamento de canal; uma fratura pode se estender e comprometer o dente inteiro.
Outro motivo frequente é a substituição de restaurações antigas que apresentam infiltração, trincas ou desadaptação. A avaliação na consulta odontológica mostra quais precisam de troca.
Restauração direta ou peça indireta
A escolha do tipo de restauração é clínica e leva em conta quanto do dente foi perdido.
| Tipo | Como é feita | Indicação habitual |
|---|---|---|
| Restauração direta em resina | Material moldado diretamente no dente, na própria cadeira | Perdas pequenas e médias |
| Inlay | Peça confeccionada fora da boca, encaixada no interior do dente | Cavidades maiores sem envolver as cúspides |
| Onlay | Peça indireta que recobre uma ou mais cúspides | Perdas que enfraquecem as pontas do dente |
| Overlay | Peça indireta que cobre toda a superfície de mastigação | Dentes com grande perda ou desgaste |
As peças indiretas exigem moldagem ou escaneamento e uma etapa de confecção antes da cimentação. O dentista explica as etapas no planejamento.
Etapas de uma restauração direta
- DiagnósticoExame clínico e, quando necessário, radiografia para ver a extensão da cárie.
- Anestesia, se indicadaPara que o procedimento seja confortável.
- Remoção do tecido comprometidoSó o que está doente é retirado, preservando o máximo de dente sadio.
- Reconstrução em camadasA resina é aplicada e endurecida aos poucos, reproduzindo a forma do dente.
- Ajuste da mordida e polimentoO dentista confere o contato com os dentes opostos e finaliza a superfície.
Como o dentista escolhe o material e a técnica
Não existe uma restauração “melhor” para todos os casos. A decisão leva em conta vários fatores, avaliados em conjunto:
- Tamanho da perda: quanto maior a área destruída, mais o dentista considera peças indiretas, que reforçam o dente.
- Posição na boca: dentes de trás recebem mais força na mastigação; os da frente pedem atenção maior à cor e à forma.
- Mordida e hábitos: quem aperta ou range os dentes exige planejamento diferente.
- Saúde da gengiva: restaurações perto da linha da gengiva precisam de boa higiene para durar.
- Histórico do dente: dentes que já passaram por tratamento de canal costumam precisar de mais proteção.
Na avaliação, o dentista explica por que indica uma opção e não outra, e o paciente pode perguntar sobre alternativas. Restaurações pequenas feitas cedo preservam mais dente sadio do que reconstruções extensas feitas tarde, o que reforça a importância das consultas de rotina.
Cuidados depois de restaurar
- Atenção à mordida: se sentir que a restauração está “alta”, volte para ajuste.
- Sensibilidade: um leve desconforto pode ocorrer nos primeiros dias; se persistir ou aumentar, avise o dentista.
- Higiene: fio dental nas bordas da restauração ajuda a evitar nova cárie no local.
- Hábitos: evitar roer unhas ou morder objetos protege restaurações e dentes.
Restaurações em programas de empresa
Nas avaliações odontológicas corporativas, cáries e restaurações com defeito estão entre os achados mais frequentes. Tratá-las cedo evita que o colaborador precise sair do trabalho por dor mais adiante. Empresas que mantêm o programa odontológico com a MT9 contam com encaminhamento organizado para esses casos.
Tem uma restauração quebrada ou um dente sensível? Agende uma avaliação pelo WhatsApp e entenda as opções para o seu caso.
Preparo, disponibilidade e prazos são informados no agendamento. Muitos exames exigem pedido médico.